Oi, tudo bem com vocês?! Confesso que sou apaixonada por aquarela e sempre fico encantada com obras aquareladas e frases em nanquim! Pensando sobre isso, hoje vim ensinar para vocês a como fazer um marcador de aquarela muito fofo e acessível para todo mundo!

Para esse DIY você vai precisar de:

1- Folha cartolina ou papel para aquarela;
2- Caneta permanente de ponta fina (1,0);
3- Lápis, tesoura e régua;
4- Pincel macio e aquarela (dessas de escola mesmo);
5- Papel contact transparente.
Passo 1:

Em um pedaço de cartolinha meça um retângulo de 5x20cm, recorte e reserve. Pegue seu estojo de aquarela e despeje de duas a três gotas de águas nas cores que preferir, molhe o pincel na tinta e vá espalhando na cartolina até onde desejar. Repita o processo até preencher toda a extensão do seu marcador. Dicas: a aquarela é feita a base de camadas, portanto caso queira seu marcador com cores mais vibrantes é só esperar que a mesma seque por alguns minutos e depois repetir o processo de coloração.

Passo 2:

Após o papel estar bem seco, procure algum trecho de livro, música ou alguma frase que te agrade e escreva no papel bem caprichado com um lápis. Passe a caneta preta depois e acrescente alguns desenhos para ficar mais divertido! Use e abuse da criatividade! Dica: caso queira fazer alguma letra diferente da sua, tem várias fontes legais na internet, só olhar e reproduzir no papel com cuidado que fica certinho!

Passo 3:

Para encerrar, para que seu marcador dure por muito tempo, encape-o com papel contact transparente e prontinho!

Esse é o resultado final! O mais legal é que não importa quantos fizer, sempre vai sair resultados diferentes!

Espero que tenham gostado! ♥


Autor: Lygia Bojunga
Editora: Casa Lygia Bojunga
Páginas: 135
Ano: 2013
ISBN: 9788589020039

Sabe aqueles livros para criança que você para e pensa “isso é realmente apenas para o público infantil?”, pois é, acabei me deparando com “A Bolsa Amarela” e me surpreendendo muito com a história!

Raquel é uma menina encantadora que possui três grandes desejos: o primeiro é ser escritora, o segundo é ser um menino e o terceiro é ser adulta. Contudo, sua família em nada apoia a menina e às vezes até tem atitudes erradas com a garotinha. Cansada de carregar tantos desejos sozinha, Raquel ganha uma velha bolsa amarela de fivela, ali passa a guardar seus desejos, seus textos, um guarda-chuva quebrado, um alfinete enferrujado e até mesmo um galo chamado Afonso, que saiu de uma de suas próprias histórias!

Em seu dia a dia, passa por diversas aventuras entre realidade e imaginação, e com o passar do tempo, Raquel nota que sua bolsa está ficando cada vez mais pesada e inchada, tamanha as bugigangas que carregava sempre consigo. No decorrer do livro vão surgindo aventuras cada vez mais divertidas para a garota enfrentar ao lado de sua estimada bolsa amarela!

“Se o pessoal vê as minhas três vontades engordando desse jeito e crescendo que nem balão, eles vão rir, aposto. Eles não entendem essas coisas, acham que é infantil, não levam a sério. Eu tenho que achar depressa um lugar pra esconder as três: se tem coisa que eu não quero mais é ver gente grande rindo de mim.” – A Bolsa Amarela

O livro, obra nacional, é encantador pela delicadeza e a crítica que faz a muitos fatos da nossa realidade através do olhar de uma menina cansada de não ser compreendida e respondida. Achei muito interessante seus questionamentos e o modo como busca as respostas para cada um deles.

“Às vezes a gente quer muito uma coisa e então acha que vai querer a vida toda. Mas aí o tempo passa. E o tempo é o tipo de sujeito que adora mudar tudo. Um dia ele muda você e pronto: você enjoa de ser pequena e vai querer crescer.” – A Bolsa Amarela

Outro fato legal que o livro nos ensina é a magia de não desistir daquilo que queremos. Parece que depois que crescemos e temos que encarar uma vida adulta cheio de problemas, contas e desafios repercutem na ausência de coragem em tentar realizar nossos sonhos, de ser quem somos. Raquel mostra que se ela, apenas uma menina, consegue ter a garra e a força de vontade para ir atrás do que quer, por que nós não podemos ter também?!

É uma leitura fácil, rápida e muita divertida. Para todas as idades e fases da vida!

“_Você não vai mais esconder as vontades dentro da bolsa amarela? _Não. Elas viram que eu tava perdendo a vontade delas, então perguntaram se podiam ir embora. Eu falei que sim. Elas quiseram saber se podiam ir que nem pipa e eu disse ‘claro, ué’.” – A Bolsa Amarela


Autor: J. Jamesson
Editora: -
Páginas: 128
Ano: 2016
ISBN: -

Olha só quem ganhou mais um livro para ser resenhado? Isso mesmo, euzinha aqui da Tulipa Literária! Estou muito feliz com isso e deixo meus sinceros agradecimentos pela escolha do blog! Sem delongas, vamos à resenha que será totalmente honesta sobre o livro!

Enquanto estava no primeiro ano de Engenharia, um rapaz começa a ter sonhos constantes com uma mesma mulher, ou melhor, com uma mesma súcuba ou succubus (uma espécie de demônio sexual feminino que suga a energia dos homens durante atos sexuais) chamada Lukriya. Aquilo o intrigou muito, estava tentando a continuar naqueles sonhos, mas algo também o alertava dos perigos de continuar se permitindo envolver naquilo. Sem dar muita voz a razão, em um belo dia eis que ele se depara com um portal escarlate e é então que a real aventura começa.

Em um submundo de aparência morta e continuamente regada por uma chuva interminável, nos deparamos com uma família de súcubos de quatro irmãs: Bernardinne, Dominikha, Katharinna e Lukriya, sendo essa última a dona dos sonhos do jovem rapaz. Obviamente, a recepção não foi nada hospitaleira já que, em primeiro lugar, alguém havia deixado um portal aberto, causando a entrada de um humano no submundo nada atrativo a humanos; e em segundo lugar, isso chamaria a atenção das Rainhas das Súcubas que, sem perda de tempo, determinaria que o humano devesse ser entregue aos seus cuidados. As opções eram claras, ou o matavam ali mesmo ou o entregavam para a rainha.

Apesar de não demonstrar sinais de que de fato queria proteger o humano, Lukriya cria uma terceira alternativa: mandaria o humano de volta para seu mundo. Contudo, nada escapa a rainha e logo ela precisa voltar atrás de sua decisão e entregar o humano para sua soberana. O que os espera durante caminho até o Penhasco, lugar onde a rainha os aguardava? O que acontecerá quando enfim ficarem cara a cara com a súcuba das súcubas? O jeito é ler para descobrir, haha.

"(...) Pode relaxar; esta não é uma história bonitinha com súcubas que se interessam por amizade e namoro. A verdade é que, ainda que tivessem encontrado meios de sobreviver sem a nossa energia, duvido muito que optassem por abandonar a boa e velha tradição.” (Escarlate).

Quando recebi o livro e vi que seria sobre uma ficção erótica, logo pensei “será que vai ser bom?”, mas curiosa sobre a mística histórica da sinopse acabei por ler com muita expectativa. Confesso que me surpreendi horrores com o livro e até fico esperando por uma continuação, já que o final coloca uma deixa para uma futura prorrogação da história.

A narrativa do personagem é um fato que me chamou muito a curiosidade. Em primeiro lugar que não se fala muito do dito cujo como seu nome e outros detalhes descritivos que sempre encontramos em outros livros, o que transformou toda a narrativa em uma espécie de conversa de velhos amigos entre o personagem e o leitor. Todavia, tudo que é bom tem seu lado ruim e essa narrativa amigável e pouco descritiva não foi diferente. Senti falta de mais detalhes em alguns momentos, mas como o próprio personagem nos alerta durante o decorrer da história, ele não está ali para escrever páginas e páginas de um romance poético, ele apenas quer contar uma boa história que não merecia ser esquecida no fundo de uma gaveta.

"(...) No fim das contas, palavras ganham novos significados o tempo todo." (Escarlate).

Com um final bem surpreendente, Escarlate é de uma leitura fácil, rápida e muito envolvente de uma obra nacional. Tem muitas cenas eróticas (afinal se trata de uma ficção adulta), contudo, o foco do livro não é somente esse, tendo muito mais a nos oferecer. Uma aventura que vale muito conferir!

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