No dia 15 de fevereiro deste ano o clássico dos anos 80 The Breakfast Club, conhecido aqui no Brasil como O Clube dos Cinco, completou trinta anos de estreia! O mesmo teve o roteiro escrito por John Hughes em incríveis dois dias, que tornou essa simples temática em um dos melhores filmes do mundo, segundo O The New York Times com a lista 1000 Movies Ever.
         O filme é totalmente diferente de qualquer outro que eu já tenha visto na vida, pois de uma forma completamente surpreendente ele trata os sentimentos e os questionamentos de qualquer jovem, sendo estes representados por cinco adolescentes incongruentes uns com os outros.
         Tudo começou com a chegada de Claire, seguida por Brian, Andrew, John e Allison no dia 24 de março de 1984, na escola em um dia de sábado para cumprir uma detenção. Isso porque cada uma deles cometeu algum delito durante o período de aula nos dias anteriores. Como castigo, teriam que escrever uma redação de mil palavras sobre o que eles pensam sobre si mesmo. Sem direito a conversarem, mudarem de cadeira, andarem e dormir. Estariam, é claro, sobre observação do diretor Richard Vernon, presente em seu escritório, que os vê apenas como um cérebro, um atleta, um caso perdido, uma princesa e um criminoso.
         Entretanto acontece o inevitável de se colocar cinco adolescentes em uma sala fechada, a interação entre si. Mas devido as suas diferenças, isso não é bem vista no início do drama. Com ironia pura e sarcasmos sobre a vida de seus colegas, John – sem mesmo perceber – acaba criando um elo entre eles, seja isso com bons ou maus resultados.
Brian Johnson, o cérebro. Brian é o nerd da história, sendo descrito como “o filho perfeito”, segundo John. Contudo, no decorrer da história, descobrimos que na verdade ele recebe extrema pressão da família para ter notas perfeitas, o que quase o levou ao suicido por tirar zero em um de seus trabalhos. Quando está drogado, ganha uma personalidade extremamente descolada e descontraído com a vida. Detido por uma arma (sinalizador, no caso) ter explodido em seu armário.
Andrew Clark, o atleta. Andrew é lutador na escola, sendo sempre o melhor. Porém, ele não se orgulha disso. Assim como Brian, ele recebe extrema pressão de seu pai para o mesmo ser campeão, deixando-o completamente rendido aos malefícios de tais atos. De todo os cinco, este é o mais sensível, sendo capaz de inclusive compreender a dor dos próximos. Seu maior desejo é sofrer um acidente no joelho e ser “inútil” para enfim seu pai o deixar em paz. Detido por cometer bullying em um colega para agradar o pai.
Allison Reynolds, um caso perdido. Esta é minha personagem prefira! Com pensamentos desconexos, roupas fora do padrão e totalmente perdida nas loucuras da vida, Allison é a imagem vívida do contraditório ao normal. Aquele tipo de personagem que não condiz com o tradicional, a “estranha” da turma, que causa risos ao passar pelos colegas de detenção e ao mesmo tempo os intriga por seus atos nada convencionais. É uma “mentirosa compulsiva”, segundo ela mesma, e está sempre furtando coisas que podem lhe ser útil na sua fuga de casa. Sofre o abandono dos pais, que literalmente a ignoram em casa. Detida por nada! É a única personagem que está ali por não ter nada melhor para fazer em um sábado!
Claire Standish, a princesa. No início a vemos como a perfeita patricinha dos anos 80, mas era evidente que por trás da bela maquiagem, Claire tinha muito a nos oferecer. Ela odeia ser popular e ter de conviver com tais amigos da popularidade, mas mais ainda, odeia ser usada pelos pais para brigarem entre si e conseguirem, enfim, um divórcio. Em alguns momentos ela é fria e mesquinha, atacando aos outros personagens em prol da sinceridade, mas isto revela sua insegurança e medos perante aos conflitos internos que sente. Tem o sonho de morar com seu irmão. Detida por matar aula no shopping.
John Bender, o criminoso. Sério, como não se apaixonar por este cara apesar de tudo? John é o personagem mais intrigante da história, em minha opinião. Ele é irônico e sarcástico o tempo todo, insultando seus colegas, mas principalmente Claire e Andrew. Por trás de toda sua rebeldia há um garoto sensível, disposto a levar toda a culpa apenas para safar seus colegas de um castigo pior. Tem tais comportamentos por sofrer violência domestica do pai. Odeia ter de cumprir ordens e esse talvez seja o motivo de ser o principal inimigo do diretor Richard.  Detido por maus comportamentos e acionar um alarme falso.

         Acredite, não é atoa que esse filme é considerado até hoje como um “clássico cult” do cinema, que marcou e ainda marca gerações!  Curiosidades irrelevantes, mas que fazem toda a diferença no filme, é que (1) o roteirista, John Hughes, também dirigiu e produziu o filme. (2) A cena mais marcante no filme, a que eles estão sentados em circulo na biblioteca, usam de palavras puras para contarem os motivos de estarem ali, foi totalmente um improviso! Sim, foi tudo IMPROVISADO! Aquele momento era para ser originalmente uma cena sem falas, mas o diretor liberou-os para falarem o que quisessem e bem, vimos que a ideia deu muito certo! (3) A musica tema pertence à banda Simple Minds, com a belíssima “Don’t You (Forget About Me)”.


         Eu amo esse filme! Sem dúvida alguma ele pertence a minha lista de favoritos da vida. Ensinou-me muitas coisas, me abriu a mente para esse olhar mais figurativo dos filmes – que até então eu achei só ser possível nos livros – e me fez querer ainda mais poder ser pertencente aos anos 80/90, que de uma forma grosseira da minha parte, foram os melhores anos para os jovens, segundo filmes e livros, haha!


         Para os interessados e assinantes do Netflix, tem o filme no site! Mas você também o encontra online em outros sites! Não deixem de assistir, vai mudar sua vida de alguma forma, garanto!

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