Mangás... Afinal o que são mangás?! Acho que essa é uma pergunta muito frequente para quem não seja fã da cultura asiática ou não tenha um amigo Otaku¹ para te encher sobre isso o tempo todo, não é mesmo?! Mas tudo bem, hoje venho a público para contar para vocês um pouquinho da minha praia e te apresentar o maravilhoso universo dos quadrinhos japoneses!

Imagem: (integra) loja de mangás no Japão

O mangá ou manga é um termo usado para expressar nada mais nada menos que histórias em quadrinhos japoneses. Segundo minhas fontes (vulgo Wikipédia), o mangá tem suas raízes lá no período Nara (século VIII d. C.), mas somente após a Segunda Guerra Mundial, com a ocupação e a influência norte-americana no país, que os mangás vieram a ganhar características que conhecemos hoje como, por exemplo, a leitura da direita para esquerda, o uso de olhos grandes a fim de caracterizar as emoções da personagem, encadernação/brochura etc, sendo publicado ou em formato de bolso com apenas a história de uma série ou em revistas que trazem diversos capítulos de várias séries.

Capa do Mangá Astro Boy
Os autores de mangás são chamados de mangakás e podemos dizer que o estouro dos mangás no país do sol nascente surgiu graças ao Osamu Tezuka com a obra Tetsuwan Atom (Astro Boy), que mais tarde também ganhou uma adaptação de animação, marcando, portanto, a transição dos mangás para os animes e vice versa (sem descartar as outras obras, claro). Aqui no Brasil, diversas editoras fizeram histórias em quadrinhos baseadas nos mangás, porém o sucesso mesmo só teve o seu ápice por volta do final dos anos 90 e início dos anos 2000 com as obras Dragon Ball, Samurai X e Cavaleiros do Zodíaco, onde eram publicados com as mesmas características do Japão, ou seja, leitura oriental, lombada quadrada e número de páginas de um volume japonês. Atualmente, muitos desenhistas vêm se baseando nos mangás para lançar suas histórias aqui no país, um clássico exemplo é a Turma da Mônica Jovem.

Imagem: Integra | Mangá: Death Note

Além da leitura inversa a ocidental, os mangás geralmente são em preto e branco (com exceção da capa e as primeiras folhas), usam e abusam de expressões faciais para demonstrar as emoções da personagem. Possuem olhos exageradamente grandes e muitas vezes possuem características ocidentais como o fato do cabelo colorido em personagens com nacionalidade japonesa (no Japão a pessoa com cabelo colorido não é bem visto pela sociedade, principalmente no interior). É comum também o uso de várias linhas para expressar movimentos e muitos mangakás não gostam de revelar sua real identidade.

Os mangás possuem tantas variações de gênero (inclusive uma obra pode fazer parte de mais de um gênero e ainda sofrer mutações ao longo do tempo) que acaba se tornando mais fácil classificar as obras por sua demografia, ou seja, conforme o seu público alvo. São elas: Kodomo (destinado às crianças); Shonen (destinados aos meninos adolescentes); Shoujo (destinado às meninas adolescentes); Seinen (destinados aos homens jovens e adultos) e Josei (destinado às mulheres jovens e adultas). Alguns gêneros mais conhecidos são os Nekketsu (momentos de ação onde a personagem irá defender valores de amizade e treinamento), Spokon (relacionado ao esporte e a coragem), Magical Girl (Personagem principal possui poderes mágicos ou um objeto que lhe dá poderes mágicos), Yuri (histórias de amor entre meninas), Yaoi (histórias de amor entre meninos), Harém (rapaz rodeado por garotas) e Hentai (mangás pornográficos) – ressaltando que possuem muito mais gêneros, citei os mais conhecidos.

Mangás (da direita para esquerda): Vampire Knight; Another; Fairy Tail

Para dizer com sinceridade, eu prefiro muito mais assistir ao anime a ler propriamente o mangá, entretanto, assim como acontece nos livros, muitas histórias são drasticamente alteradas quando ganham sua animação, então eu geralmente estou lendo alguma obra, hehe. Particularmente amo os mangás Shoujos e Shonen, mas principalmente shoujos. O que me irrita nos mangás é o fato do preço absurdo que são cobrados nas bancas! São muito caros e a maioria das vezes a qualidade não vale o preço cobrado. Mas, para alegria dos otakus pobres como eu, existem dois recursos bem maneiros: (1) sites como a Amazon, que vendem alguns volumes por um preço até que bacana; e (2) sites que trabalham com tradutores e postam na internet os mangás que 99% das vezes não serão lançados pelas editoras daqui (fica meu agradecimento aqui a todos os tradutores, vocês são meus amores! ♥). Os sites que eu recomendo para leitura online são: Manga Host; Toshi Wa Yume; Central De Mangás e Mangas Project.


Para encerrar essa matéria vou selecionar meu top 5 dos meus mangás favoritos até o momento, são eles (1) Naruto, (2) Akagami No Shirayuki-Hime, (3) Another, (4) Death Note e (5) Penguin Prince. Comente aqui o seu top 5 também!

Espero que vocês tenham gostado dessa matéria, pretendo trazer mais da cultura asiática por aqui, isso inclui resenhas de mangás (afinal mangá também é forma de leitura)! Até a próxima!

Glossário:

¹- Otaku: termo usado para identificar ou se autodenominar pessoa que é fã da cultura asiática, em geral japonesa.
Fonte: Wikipédia.

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