Autor: J. Jamesson
Editora: -
Páginas: 128
Ano: 2016
ISBN: -

Olha só quem ganhou mais um livro para ser resenhado? Isso mesmo, euzinha aqui da Tulipa Literária! Estou muito feliz com isso e deixo meus sinceros agradecimentos pela escolha do blog! Sem delongas, vamos à resenha que será totalmente honesta sobre o livro!

Enquanto estava no primeiro ano de Engenharia, um rapaz começa a ter sonhos constantes com uma mesma mulher, ou melhor, com uma mesma súcuba ou succubus (uma espécie de demônio sexual feminino que suga a energia dos homens durante atos sexuais) chamada Lukriya. Aquilo o intrigou muito, estava tentando a continuar naqueles sonhos, mas algo também o alertava dos perigos de continuar se permitindo envolver naquilo. Sem dar muita voz a razão, em um belo dia eis que ele se depara com um portal escarlate e é então que a real aventura começa.

Em um submundo de aparência morta e continuamente regada por uma chuva interminável, nos deparamos com uma família de súcubos de quatro irmãs: Bernardinne, Dominikha, Katharinna e Lukriya, sendo essa última a dona dos sonhos do jovem rapaz. Obviamente, a recepção não foi nada hospitaleira já que, em primeiro lugar, alguém havia deixado um portal aberto, causando a entrada de um humano no submundo nada atrativo a humanos; e em segundo lugar, isso chamaria a atenção das Rainhas das Súcubas que, sem perda de tempo, determinaria que o humano devesse ser entregue aos seus cuidados. As opções eram claras, ou o matavam ali mesmo ou o entregavam para a rainha.

Apesar de não demonstrar sinais de que de fato queria proteger o humano, Lukriya cria uma terceira alternativa: mandaria o humano de volta para seu mundo. Contudo, nada escapa a rainha e logo ela precisa voltar atrás de sua decisão e entregar o humano para sua soberana. O que os espera durante caminho até o Penhasco, lugar onde a rainha os aguardava? O que acontecerá quando enfim ficarem cara a cara com a súcuba das súcubas? O jeito é ler para descobrir, haha.

"(...) Pode relaxar; esta não é uma história bonitinha com súcubas que se interessam por amizade e namoro. A verdade é que, ainda que tivessem encontrado meios de sobreviver sem a nossa energia, duvido muito que optassem por abandonar a boa e velha tradição.” (Escarlate).

Quando recebi o livro e vi que seria sobre uma ficção erótica, logo pensei “será que vai ser bom?”, mas curiosa sobre a mística histórica da sinopse acabei por ler com muita expectativa. Confesso que me surpreendi horrores com o livro e até fico esperando por uma continuação, já que o final coloca uma deixa para uma futura prorrogação da história.

A narrativa do personagem é um fato que me chamou muito a curiosidade. Em primeiro lugar que não se fala muito do dito cujo como seu nome e outros detalhes descritivos que sempre encontramos em outros livros, o que transformou toda a narrativa em uma espécie de conversa de velhos amigos entre o personagem e o leitor. Todavia, tudo que é bom tem seu lado ruim e essa narrativa amigável e pouco descritiva não foi diferente. Senti falta de mais detalhes em alguns momentos, mas como o próprio personagem nos alerta durante o decorrer da história, ele não está ali para escrever páginas e páginas de um romance poético, ele apenas quer contar uma boa história que não merecia ser esquecida no fundo de uma gaveta.

"(...) No fim das contas, palavras ganham novos significados o tempo todo." (Escarlate).

Com um final bem surpreendente, Escarlate é de uma leitura fácil, rápida e muito envolvente de uma obra nacional. Tem muitas cenas eróticas (afinal se trata de uma ficção adulta), contudo, o foco do livro não é somente esse, tendo muito mais a nos oferecer. Uma aventura que vale muito conferir!

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